O triste fim do diploma para jornalistas

Acredito que já tinha aptidão para jornalismo desde pequena. Quando fui prestar vestibular sabia que queria ser jornalista, embora não soubesse muita coisa sobre o exercício. Como a vida não é linear, demorou uns anos, mas finalmente iniciei a faculdade.
Se quando era mais nova não tinha conhecimento apurado da profissão – e achava que somente era preciso gostar de ler e escrever – ao entrar na faculdade percebi a seriedade e importância da profissão para a sociedade. Foi lá que aprendi a fazer leads, textos informativos, textos opinativos, pautas e, principalmente, aprendi sobre o Código de Ética dos Jornalistas. São técnicas que não se aprendem do dia para noite. E para ser bem utilizadas, além de talento, dom e boa escrita, necessitam de comprometimento com a notícia e responsabilidade social. Itens que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão por derrubar junto com o diploma.
O STF, no último dia 17, não só tornou inconstitucional a obrigatoriedade de um curso formal para o exercício da profissão como a comparou com a culinária. De acordo com os ministros, o jornalismo é uma atividade que não precisa de escolaridade nem conhecimento técnico. Uma decepção para mim e meus colegas. Declarar que para ser jornalista não é necessário nenhum requisito de ensino superior e que pessoas sem formação escolar podem obter o registro desqualifica estudantes, professores, profissionais e a própria imprensa brasileira. Porém, alguns representantes dos meios de comunicação comemoraram a decisão, principalmente o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ). A decisão, claramente, favorece as empresas de comunicação e não aos profissionais e nem a sociedade brasileira.
Para justificar o fim da exigência do diploma os relatores do STF, representantes do Sertersp e da ANJ se apegam no argumento de que essa obrigatoriedade é uma herança da ditadura militar por meio do decreto-lei 972/69 e que fere os artigos 5º e 220 da Constituição Federal, que tratam da liberdade de manifestação do pensamento e da informação. Contudo, é válido ressaltar que nos anos posteriores ao período militar o diploma garantiu aos profissionais um maior aperfeiçoamento e padrão cultural e ajudou no desenvolvimento das redações no Brasil. Num país onde o ensino fundamental e médio são uma merda, como pode uma profissão que requer técnicas para entrevistar, editar, reportar, fazer perfil, editar bloco de notícias, baixar uma página e, principalmente, de ética para não destruir a vida de uma pessoa em algumas linhas não exigir um curso específico? É obvio que esses conceitos acadêmicos não isenta a profissão de possuir maus jornalistas. Assim também como uma formação acadêmica não inviabiliza a formação de péssimos advogados, médicos e relatores do STF (para quem não lembra, o presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes, foi o mesmo que concedeu dois habeas corpos ao banqueiro Daniel Dantas).
Outra. É uma falácia a justificativa de que a obrigatoriedade do diploma é um artifício contra a liberdade de manifestação do pensamento, pois para o exercício do jornalismo é um dever ético a exclusão da opinião do jornalista. Aprendemos na faculdade que para quem está diante de uma notícia o que interessa é o que como, onde, quando, quem e por que aconteceu o fato. Para a emissão de opiniões existem as colunas e seções especializadas que agregam profissionais de diversas áreas que se expressam livremente. São espaços que admitem o trabalho de colaboradores sem formação em jornalismo.
Também é questionado que as faculdade de jornalismo do país estão defasadas e não estão formando profissionais aptos para trabalhar no mundo das novas formas de comunicação. Muitos cursos estão obsoletos no Brasil, mas não é simplesmente eliminando-os que as coisas vão melhorar. O Ministério da Educação tem que ser mais rigoroso com a grade curricular dos cursos e fiscalizar as inúmeras faculdades particulares que são abertas todos os dias. É bem possível que com a desvalorização do curso de jornalismo questões como imparcialidade, ética, e influência da mídia na sociedade tornem-se menosprezadas e vejamos o sensacionalismo dominar de vez os jornais, rádios e tevês nacionais.
O Brasil é um dos poucos países que mantém a requisição do diploma para exercer a profissão, mas é também aqui que as leis permitem que políticos sejam donos de diversos meios de comunicação. No nosso país vemos uma em cada três rádios concedidas na mão de políticos. Agora, com as empresas livres para contratar até analfabeto, veremos em pouco tempo nas redações do Brasil – principalmente no interior do país- uma superlotação de cabos eleitorais, parentes, amigos, amantes, partidários, jagunços que estarão lá não para exercer o direito à informação e liberdade de expressão que tanto o STF prega, mas para arquitetar a permanência no poder e manutenção dos interesses partidários de seus proprietários.
Nossos ministros e políticos desejam, e estão por conseguir, uma imprensa controlada para não precisarem processar jornalistas que os criticam.
16 comments Junho 30, 2009
A não-pessoa Michael Jackson

O fim de Michael Jackson é triste como toda derrota da especie humana. Penso nele num lugar comum, numa criança que não cresceu, num homem que foi se transformando em mulher e um negro que tentou ser branco, entre tantos mistérios da alma humana.
Era um músico e um cantor de talento raro, próximo da genialidade. Mudou nossa forma de cantar e de dançar.
Mas também era um monstro que se tornou a própria vítima, uma doença que não parava de crescer.
Já deformado, tornou-se um pai que não conseguiu ser filho e um truque poético que se tornou pura forma, todo artifício. Uma não-pessoa, uma não-identidade, uma não-história. Era a representação da representação.
A anti-natureza de batom e lantejoulas, avaliada em muitos milhões de dólares.
Se a sua melhor música foi produzida na infância, o auto-retrato encontra-se em Thriller, onde é o lobisomen assustador e a mocinha assustada ao mesmo tempo.
Morto aos 50 anos, Michael Jackson foi tudo e nada. Fez maldades cruéis, dignas de contos de fadas.
Deixou a impressão de que nunca teve direito a própria liberdade nem a própria vida.
Ele se foi sem ter sido, quando se tornara estátua de cera, objeto, menos que lembrança.
*Paulo Moreira Leite é colunista da Resvista Época
4 comments Junho 26, 2009
Ah, o amor…

Embora – até a presente data – esteja solteiríssima, curtindo somente minhas paixões repentinas, beijos expontâneos e muitos impulsos libidinosos, estou mais em clima de amor e dia dos namorados que noiva no altar.
Ah, o amor… Eu quero um amor que me ature nas minhas TPMs e quando tiver de mal humor. Que satisfaça minhas vontades e meus mimos também. Que me veja chorar, que ouça todos os meus anseios e suporte minhas eternas crises de identidade. E depois disso tudo ainda ache que eu sou a mulher mais linda do mundo, mesmo chorando, com TPM, mimada e mal-humorada.
Meu amor tem que me botar para dormir, me cobrir se fizer frio e saber cantar minhas músicas favoritas. Tem que fazer sexo bem feito e, principalmente, buscar sincronia com minha energia sexual…ui! Tem que me fazer rir e deixar eu rir da cara dele. Tem que me admitir livre, não me cobrar nada e saber ter compaixão com meu ciúme. Tem que verbalizar diariamente o seu amor por mim e não ter meias-palavras, “talvez”, “quem sabe”.
Tem quer SER: cúmplice dos meios devaneios, das minhas loucuras, das minhas putarias, das minhas bebedeiras. Tem que me acompanhar no pôr-do-sol e respeitar os meus momentos de silêncios profundos e minhas vontades de ficar só. Deve ser alguém que me tenha como prioridade, que seja meu amigo e tenha críticas construtivas. Que leia todas as coisas que escrevo e admire-as.
Tem que ser alguém que participe do meu universo espiritual e o respeite. Que ache lindo eu ficar descalça em uma formatura. Tem que ser alguém que me acolha e tenha sensibilidade para perceber quando não estou bem. Que seja presente, mas saiba me dar o gosto da saudade. Que me ligue no meio da tarde, que me presenteie sem data especial, que me surpreenda, que viaje comigo pelo Capão e me leve para os meus locais favoritos.
Esse amor tem que me desejar e demostrar com o olhar, com a mão, com a boca, com todo o corpo, com gemidos, sussurros, mordidas, apertos ou o que a criatividade lhe permitir. Tem que ser criativo, gostar de cores e filmes. Tem que apreciar tanto um jantar romântico em um super restaurante como um dia simples em casa. Quero alguém que não faça jogo, que saiba de meus medos. Que me deixe voar por todos os ares e seja meu aeroporto.
E, principalmente, quero alguém que acredite no amor e, não podendo ser tudo isso, venha sem vergonha na cara como toda obra-de-arte que é uma existência.
10 comments Junho 5, 2009
News
Não gosto de usar este blog para vomitar os meus desejos, insatisfação, alegrias, angústias. Já postei inúmeras vezes que o anafilático é destinado a “textos e críticas sobre o que acontece no mundo e no Brasil”. Mas esse blog é meu e eu decidi que vou falar de mim na hora que bem entender. Nem tem ninguém me cobrando textos jornalísticos, mas eu fico preocupada com os meus leitores (responsáveis pelas 1.300 visitas mensais). O que para mim é muito já que eu sou uma amadora nessa blogosfera. E não quero fazer um blog pessoal, não quero dividir minha “clientela”. Então vai ser assim: é possível que entre um texto sobre cinema e outro sobre desigualdade social vocês, leitores anafiláticos, saibam que eu estou com a unha encravada, doida para tomar um banho de mar e pensando no sexo dos anjos. Vai ser assim porque às vezes eu fico engasgada e preciso botar para fora. Pronto. Falei.
News:
1. Blog de contos eróticos vindo por aí. Já tenho uns textos escritos, só falta a coragem de postar.
2. Preciso resolver a minha incapacidade de lembrar letras de músicas (até as minhas favoritas eu não sei cantar direito) e aprender a me situar pela cidade por meio dos nomes das ruas (outra coisa que tenho dificuldade de recordar).
3. Sentimento horrível é quando brigo com alguém e acho que peguei pesado demais. Vem a culpa e remorso (eu não sou dura quanto se parece). Mas diante das últimas informações durmo com a consciência limpa. Crianças, não aceitem doces de estranhos.
4. O semestre está acabando, tenho trabalhos para entregar semana que vem e nenhum feito. Quando isso acabar vou fazer natação. Água é tudo de bom na vida de uma ariana.
5. Meu jardim anda muito bem, obrigada.
8 comments Maio 28, 2009
As suas águas e o meu ar

Não adianta fingir quando teu olhar que me deseja percorre meu corpo. Com a proximidade, toda vontade é revelada e a necessidade é de não ser somente olhos, mas mãos, boca, todo o ser. Você por inteiro passeando no meu jardim, com os pés descalços, nu pelo gramado e despejando pólen em minhas flores. Todo a verbalização de vontades quando estamos juntos e depois fingimos que não sabemos de nada. Passeamos pelo íntimo e descobrimos pedaços de cada um, porque ao nos esconder nos revelamos: o riso, a fala, suspiros, respirações, gemidos. No escuro as luzes da intimidade se acedem. Nus, iluminamos nossa verdadeira essência. E nesse momento somos inteiros, porque metade não combina nem comigo nem com você. A gente divide a cama, confidências e silêncios. Não precisamos cobrar nada um do outro, não temos obrigação. Nada. Mas sou eu quem inicio suas manhãs e é você quem penetra minhas noites para terminar o dia. Tudo pela pura vontade de você bater asas em meu céu e eu mergulhar no seu oceano. As suas águas só de olhar me banha por inteiro e eu te transformo em pássaro a reinar no meu ar. As cores e o cheiro do nosso desejo invadem o apartamento e naquele espaço o outono vai embora por instantes e torna-se verão.
8 comments Maio 26, 2009
Praças abandonadas em Salvador

Roupas estendidas, camas improvisadas em papelão, crianças e adultos ali vivendo sob qualquer circunstância. Este cenário se refere a situação de algumas praças de Salvador que se encontram em estado de degradação. Ao passar pela Praça da Piedade é visível a quantidade de crianças que pedem dinheiro no semáforo. Tanto a da Piedade quanto a Praça Dois de Julho, no Campo Grande, possuem portões que são fechados à noite para evitar que moradores de rua durmam nos bancos, porém, durante o dia, esses dois locais que foram reformados há poucos anos, são preenchidos por mendigos e desabrigados. Contudo, não só deles é a culpa pela destruição desses ambientes, estudantes dos colégios e cursos próximos periodicamente degradam esses espaços. Essas praças e as demais de Salvador também vivem o drama do aumento da criminalidade e descaso no policiamento, por isso durante à noite a população evita passar por esses pontos. Além disso, as praças, que antes eram consideradas locais para descanso, ponto de encontro ou leitura, sofrem com a escassez de vagas para estacionar os carros na cidade e acabam sendo utilizadas como estacionamento.
Porém, enquanto praças situadas na periferia e do centro permanecem no desamparo as dos bairros nobres de Salvador são bem equipadas, como a Nossa Senhora da Luz, na Pituba, e Ana Lúcia Magalhães, no Itaigara. Exemplos dessa situação são as praças situadas no Largo de Santo Antônio Além do Carmo, Largo de Roma, Largo dos Papagaios e Praça dos Veteranos que não possuem banheiro público, parques infantis, áreas esportivas adequadas e algumas nem bancos tem, como a dos Veteranos. Em estado pior está a Praça Marechal Deodoro, no Comércio, que tem servido apenas de moradia a indigentes e banheiro a céu aberto.
É perceptível que a Prefeitura não disponibiliza recursos humanos e financeiros necessários para cuidar, fiscalizar e garantir a preservação das cerca de 465 praças que salvador possui. Fatores históricos como a expansão da urbanização de Salvador na metade do século XX fizeram com que as praças e demais locais públicos deixassem de ser prioridade para a estrutura da cidade. Em seus lugar foram priorizadas a construção e manutenção de shoppings center e outras estruturas comerciais. As migrações populacionais da zona rural para zona urbana, que causaram inchaço populacional e falta de moradia, também influenciaram para que as praças fossem ocupadas por desabrigados.
A Superintendência de Parques e Jardins (SPJ), órgão responsável para cuidar desses ambientes encontra dificuldades para realizar sua função. Algumas praças são recuperadas com a verba anual da instituição e outras foram reformadas por meio do “Programa Nossa Praça”, viabilizado por uma Parceria Público-Privada. Mas não é suficiente. A escassez de manutenção periódica, a falta de consciência por parte das pessoas que ali freqüentam e o número crescente de desabrigados habitando as praças têm permitido a deterioração dos monumentos históricos presente nelas. A necessidade de cultivar e reparar aquilo que é de todos além de ser responsabilidade da prefeitura também é um dever de todos os cidadãos e a atitude de preservação dos locais públicos garantem a população uma melhor qualidade de vida urbana.
3 comments Maio 25, 2009
Mandamentos para um dia bom

Acordar bem
Acender um incenso
Tomar banho
Deixar a água cair em você
Sentir seu corpo
Cantar para você mesma
Considerar-se nova e “zerada”
Pôr uma música para tocar baixinho
Vestir-se
Se olhar no espelho e gostar do que vê
Lembrar do que tem que ser feito
Dissipar pensamentos de situações ou pessoas que não trazem bons fluidos.
Arrumar a bolsa
Fechar a porta.
Chegar no trabalho
Dar bom dia a todos
Falar com alguns
Abraçar poucos
Tomar café
Responder emails
Atualizar blog
Ver o horóscopo, tarô de Osho e outros esoterismo
Desligar o ar-condicionado
Abrir janela: nuvens, umidade, o sol tentando se amostrar
Ouvir Música
Atender telefonema inesperado de uma pessoa inesperada
Trabalhar
Ouvir chefe
Correr atrás de metas
Terminar o expediente sem dor de cabeça
Faculdade
Aula chata
Professora pior ainda
O Brasil, o povo, desigualdades etc.
Colegas, conversa, putaria
Aula novamente
Professora ótima
Aula perfeita
Subjetividade, estereótipos, poemas, risadas.
Desejar ser sua professora quando crescer
Ir para casa
Ler e responder emails, ver página pessoal
Acender um incenso e uma vela
Tomar banho
Sono ininterrupto
Satisfação
7 comments Maio 19, 2009
EU, EU, EU…
Bom, depois de tantos “eus”, crises existencias, certezas pessoais e muito drama (eu sou muito dramática), o Anafilático vai voltar ao seu perfil anterior. Com textos e críticas sobre o que acontece no mundo e no Brasil, o blog tem se caracterizado pelas análises do cotidiano. Como despedida tem uma ficha minha. Já tô com saudade de mim mesma.
Eu: Lorena Moreira Soares de Souza
Ou: lo, lore, lole
Signo /Ascendente: Áries / Leão
Sangue: A+.
Nasci em: 31 de março de 1986
Uma música: “Vou mostrando como sou e vou sendo como posso” (Mistério do Planeta). “É preciso força pra sonhar e perceber Que a estrada vai além do que se vê” (Além do que se vê). “São as águas de março fechando o verão. É a promessa de vida no teu coração” (Águas de Março). “A chuva nunca para de cantar” (Preta) “Um amor assim delicado Você pega e despreza” (Queixa)
Um filme: As horas, Os Sonhadores, Ensaio sobre a cegueira, O fabuloso destino de Amélie Poulain, Babel, XXY, Segundas intenções, Encontro marcado, Cidade dos Anjos.
Um livro: Tarô Zen de Osho, Feliz ano velho (nostálgico), Anjos e Demônios, A magia do caminho real, Quando Nietzche chorou, Xogum, O alquimista, Mais pesado que o céu
Um lugar: Vale do Capão e Cidade do México
Um dia: Há uns 4 anos atrás quando passei no vestibular da UFBA (não conclui o curso, mas foi emocionante e deu pra tirar uma ondinha)
Um sonho: Ser mãe, um carro, uma casa confortável, um amor e um final feliz. (Quem diria!)
Um medo: não ser mãe, nem ter um carro, nem uma casa confortável, nem um amor, nem um final feliz
Uma meta: Ser uma excelente profissional
Um vício: Desisti dele
Uma cor: Violeta
Um número: 9
Um cheiro: Amadeirado
Um gosto: Pudim
Um tesão: olhar
Um prato: Carne do sol com pirão de aipim
Uma necessidade: Conhecimento
Um defeito: Orgulho
Uma virtude: Lealdade
Uma curiosidade: De onde viemos e para onde vamos?
Uma parte do seu corpo: Meus olhos, minhas costas e cintura
Uma parte do corpo do outro: entre a virilha e o umbigo (não sei o nome, se é que tem)
Um conceito: Viva e deixe viver
Uma mulher: minha professora de Psicologia da comunicação, Ana Amélia
Um homem: Brad Pitt (às vezes eu sou brega)
Uma saudade: De coisas que não vivi… Uma “nostalgia” que insiste em mim e nem sei de onde vem. (plágio de Isa)
Um tempo: infância
Amo: Comer, Sexo, Dormir, Criatividade, Música, Cachoeira, Cinema, Dinheiro, Amanhecer, Ficar descalça
Odeio: Desconfiança, Incompreensão, Falsidade, Ônibus, Pobreza, Qualquer tipo de dependência, Esperar, Sapato
Um orgulho: Eu
Uma frase: “Se você não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil a procura em outro lugar”.
Uma palavra: Prazer
Uma loucura: Algumas certezas que tenho de vidas passadas.
Uma boa idéia: passar um mês no Capão
8 comments Maio 15, 2009
O salto

O novo muitas vezes é interpretado como o caos ou a desordem de um ritmo, fazendo com que a maioria das pessoas procure uma segurança. Os aventureiros, aqueles que proporcionam o salto no escuro, são vistos como crianças se divertindo com o novo brinquedo. Eles são considerados, então, como aqueles que brincam com a vida, irresponsáveis. Pois os sérios esquecem que a vida não é governado pelo tempo cronometrado por um relógio. A vida é regulada pela espontaneidade da sua própria existência. Por isso para os aventureiros não é preciso uma data especial, como o ano novo ou o aniversário, para se permitir a transitoriedade da vida. Quando as peças se completam é sinal de que é hora de partir para o novo: o desconhecido. Então, neste momento é preciso entender que a sensação de desamparo é um apego a tudo que foi construído ao redor. Os pontos finais em situações, relações, ambientes e hábitos que já não satisfazem mais é necessário mas não garantem clareza sobre o futuro.
O salto no escuro é fundamental. E quem ousa nesta atitude percebe que a vida é baseada na vulnerabilidade e não na estabilidade.
No ato do vôo,
Quando o vento traz novas possibilidades,
Quando trocamos a força pelo impulso,
Quando a altura dos nossos próprios sonhos causa medo
Quando não vemos no que dará o próximo caminho
E é necessário se desfazer das nossas armaduras para um alcance suave,
Estamos todos nus.
4 comments Maio 11, 2009

