O curioso caso de Benjamin Button
Abril 13, 2009

“O tempo é o senhor da razão”. Sempre ouço frases como essa quando uma situação necessita espera ou uma resposta ou um significado. Apesar do homem tentar controlar sua vida, na verdade, essa função é do tempo. O tempo nos transforma através dos estágios da vida (infância, adolescência, fase adulta e velhice) e tais fases são percebidas por nós fisicamente e psicologicamente. As nossas experiências moldam nossos comportamentos, nossas emoções e nos fazem únicos. Apesar do tempo cronológico ser o mesmo para todos, o tempo da vivência é pessoal. Refleti muito sobre a consciência da vida, principalmente depois de ter assistido (mil anos depois do lançamento) O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button – EUA – 2008 – Warner).
O filme não foi além das minhas expectativas: algumas aspectos do roteiro e a duração do filme me incomodaram. Mas é um dos filmes mais ricos e sutis para tratar do tempo. A história é sobre um homem que nasce com 80 anos de idade e rejuvenesce a cada dia que passa até se tornar um bebê e morrer. Porém, Benjamin, como qualquer ser humano, não tem o domínio do seu tempo e por isso decide viver a vida intensamente, conhecendo diversos lugares, pessoas e se arriscando em experiências pessoais. Considerando que a vida é limitada a um instante de existência, o tempo e a morte como fatores inerentes à existência humana são destaques do filme. Como aproveitamos nossos momentos? O que vamos fazer de nossa vida? Qual o valor de nossas vidas?
O curioso caso de Benjamin Button é uma lição de como valorizar nossa existência. E nos recorda que o tempo não nos persegue para cumprir hora marcada, prazos, limites, vencimentos e sim nos acompanha para lembrar de vivermos a vida enquanto ela existe.
Entry Filed under: Cinema. Tags: bradi pitt, cate blanchet, david fincher, existência., futuro, o curioso caso de benjamin button, passado, presente, tempo, Vida.
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1.
Janaina | Abril 13, 2009 at 5:56 pm
Assistir esse filme há mais ou menos 03 semanas atrás e, de fato, é um filme excelente. Passa pelas peneiras do preconceito e da consciência humana. Um filme lindo provido de recursos afetivos.
2.
Fábio | Abril 13, 2009 at 9:11 pm
tempo…
Os humanos se preocupam tanto com a passagem do tempo que às vezes esquecem de viver em si, correm contra o tempo, tentam recuperar o tempo perdido, estão sempre preocupados com o que aconteceu ou o que vai acontecer e esquecem de viver o agora.
Um momento de cada vez.
3.
Kiko Nascimento | Abril 14, 2009 at 12:00 pm
Pôxa…..achei seu blog por acaso. Lí alguns posts, achei que você escreve muito bem.
Gostei mesmo! Temas diversos….vou passar sempre aqui.
E como você é “da terra”, seria muito massa se você participasse do projeto “Salvador em Foco”.
Um site onde discutimos tudo de Salvador.
Dá uma passadinha lá, e se gostar, participa:
http://salvadoremfoco.ning.com/
Abração e continue com esse blog assim. Tá massa!
Kiko
4.
Cristiano Contreiras | Abril 14, 2009 at 6:09 pm
Este filme tem uma poesia tão perfeita que me deixou plerplexo. As atuações, roteiro e, principalmente, a direção: impecáveis.
E, acredite: já vi o filme 3 vezes e não me canso nunca…
5.
Enedina Filha | Abril 14, 2009 at 9:34 pm
Gostei muito do texto e do filme apesar dos percalços para conseguir assistir.
O tempo realmente é o grande regulador das nossas vidas e a grande sacada é passarmos a usá-lo ao nosso favor e não contra nós.
6.
Marcos Sampaio | Abril 19, 2009 at 12:05 am
É isso que devemos começar a fazer. Revalorizar a vida. Você por exemplo, poderia ser propagadora da idéia tornando seu site um espaço para o debate… Mas esuqeçamos o romantismo fílmico, e ponahmos os olhos na realidade para uma análize profunda de nossa existência.