Archive for Maio, 2009
News
Não gosto de usar este blog para vomitar os meus desejos, insatisfação, alegrias, angústias. Já postei inúmeras vezes que o anafilático é destinado a “textos e críticas sobre o que acontece no mundo e no Brasil”. Mas esse blog é meu e eu decidi que vou falar de mim na hora que bem entender. Nem tem ninguém me cobrando textos jornalísticos, mas eu fico preocupada com os meus leitores (responsáveis pelas 1.300 visitas mensais). O que para mim é muito já que eu sou uma amadora nessa blogosfera. E não quero fazer um blog pessoal, não quero dividir minha “clientela”. Então vai ser assim: é possível que entre um texto sobre cinema e outro sobre desigualdade social vocês, leitores anafiláticos, saibam que eu estou com a unha encravada, doida para tomar um banho de mar e pensando no sexo dos anjos. Vai ser assim porque às vezes eu fico engasgada e preciso botar para fora. Pronto. Falei.
News:
1. Blog de contos eróticos vindo por aí. Já tenho uns textos escritos, só falta a coragem de postar.
2. Preciso resolver a minha incapacidade de lembrar letras de músicas (até as minhas favoritas eu não sei cantar direito) e aprender a me situar pela cidade por meio dos nomes das ruas (outra coisa que tenho dificuldade de recordar).
3. Sentimento horrível é quando brigo com alguém e acho que peguei pesado demais. Vem a culpa e remorso (eu não sou dura quanto se parece). Mas diante das últimas informações durmo com a consciência limpa. Crianças, não aceitem doces de estranhos.
4. O semestre está acabando, tenho trabalhos para entregar semana que vem e nenhum feito. Quando isso acabar vou fazer natação. Água é tudo de bom na vida de uma ariana.
5. Meu jardim anda muito bem, obrigada.
8 comments Maio 28, 2009
Praças abandonadas em Salvador

Roupas estendidas, camas improvisadas em papelão, crianças e adultos ali vivendo sob qualquer circunstância. Este cenário se refere a situação de algumas praças de Salvador que se encontram em estado de degradação. Ao passar pela Praça da Piedade é visível a quantidade de crianças que pedem dinheiro no semáforo. Tanto a da Piedade quanto a Praça Dois de Julho, no Campo Grande, possuem portões que são fechados à noite para evitar que moradores de rua durmam nos bancos, porém, durante o dia, esses dois locais que foram reformados há poucos anos, são preenchidos por mendigos e desabrigados. Contudo, não só deles é a culpa pela destruição desses ambientes, estudantes dos colégios e cursos próximos periodicamente degradam esses espaços. Essas praças e as demais de Salvador também vivem o drama do aumento da criminalidade e descaso no policiamento, por isso durante à noite a população evita passar por esses pontos. Além disso, as praças, que antes eram consideradas locais para descanso, ponto de encontro ou leitura, sofrem com a escassez de vagas para estacionar os carros na cidade e acabam sendo utilizadas como estacionamento.
Porém, enquanto praças situadas na periferia e do centro permanecem no desamparo as dos bairros nobres de Salvador são bem equipadas, como a Nossa Senhora da Luz, na Pituba, e Ana Lúcia Magalhães, no Itaigara. Exemplos dessa situação são as praças situadas no Largo de Santo Antônio Além do Carmo, Largo de Roma, Largo dos Papagaios e Praça dos Veteranos que não possuem banheiro público, parques infantis, áreas esportivas adequadas e algumas nem bancos tem, como a dos Veteranos. Em estado pior está a Praça Marechal Deodoro, no Comércio, que tem servido apenas de moradia a indigentes e banheiro a céu aberto.
É perceptível que a Prefeitura não disponibiliza recursos humanos e financeiros necessários para cuidar, fiscalizar e garantir a preservação das cerca de 465 praças que salvador possui. Fatores históricos como a expansão da urbanização de Salvador na metade do século XX fizeram com que as praças e demais locais públicos deixassem de ser prioridade para a estrutura da cidade. Em seus lugar foram priorizadas a construção e manutenção de shoppings center e outras estruturas comerciais. As migrações populacionais da zona rural para zona urbana, que causaram inchaço populacional e falta de moradia, também influenciaram para que as praças fossem ocupadas por desabrigados.
A Superintendência de Parques e Jardins (SPJ), órgão responsável para cuidar desses ambientes encontra dificuldades para realizar sua função. Algumas praças são recuperadas com a verba anual da instituição e outras foram reformadas por meio do “Programa Nossa Praça”, viabilizado por uma Parceria Público-Privada. Mas não é suficiente. A escassez de manutenção periódica, a falta de consciência por parte das pessoas que ali freqüentam e o número crescente de desabrigados habitando as praças têm permitido a deterioração dos monumentos históricos presente nelas. A necessidade de cultivar e reparar aquilo que é de todos além de ser responsabilidade da prefeitura também é um dever de todos os cidadãos e a atitude de preservação dos locais públicos garantem a população uma melhor qualidade de vida urbana.
6 comments Maio 25, 2009
Mandamentos para um dia bom

Acordar bem
Acender um incenso
Tomar banho
Deixar a água cair em você
Sentir seu corpo
Cantar para você mesma
Considerar-se nova e “zerada”
Pôr uma música para tocar baixinho
Vestir-se
Se olhar no espelho e gostar do que vê
Lembrar do que tem que ser feito
Dissipar pensamentos de situações ou pessoas que não trazem bons fluidos.
Arrumar a bolsa
Fechar a porta.
Chegar no trabalho
Dar bom dia a todos
Falar com alguns
Abraçar poucos
Tomar café
Responder emails
Atualizar blog
Ver o horóscopo, tarô de Osho e outros esoterismo
Desligar o ar-condicionado
Abrir janela: nuvens, umidade, o sol tentando se amostrar
Ouvir Música
Atender telefonema inesperado de uma pessoa inesperada
Trabalhar
Ouvir chefe
Correr atrás de metas
Terminar o expediente sem dor de cabeça
Faculdade
Aula chata
Professora pior ainda
O Brasil, o povo, desigualdades etc.
Colegas, conversa, putaria
Aula novamente
Professora ótima
Aula perfeita
Subjetividade, estereótipos, poemas, risadas.
Desejar ser sua professora quando crescer
Ir para casa
Ler e responder emails, ver página pessoal
Acender um incenso e uma vela
Tomar banho
Sono ininterrupto
Satisfação
7 comments Maio 19, 2009
EU, EU, EU…
Bom, depois de tantos “eus”, crises existencias, certezas pessoais e muito drama (eu sou muito dramática), o Anafilático vai voltar ao seu perfil anterior. Com textos e críticas sobre o que acontece no mundo e no Brasil, o blog tem se caracterizado pelas análises do cotidiano. Como despedida tem uma ficha minha. Já tô com saudade de mim mesma.
Eu: Lorena Moreira Soares de Souza
Ou: lo, lore, lole
Signo /Ascendente: Áries / Leão
Sangue: A+.
Nasci em: 31 de março de 1986
Uma música: “Vou mostrando como sou e vou sendo como posso” (Mistério do Planeta). “É preciso força pra sonhar e perceber Que a estrada vai além do que se vê” (Além do que se vê). “São as águas de março fechando o verão. É a promessa de vida no teu coração” (Águas de Março). “A chuva nunca para de cantar” (Preta) “Um amor assim delicado Você pega e despreza” (Queixa)
Um filme: As horas, Os Sonhadores, Ensaio sobre a cegueira, O fabuloso destino de Amélie Poulain, Babel, XXY, Segundas intenções, Encontro marcado, Cidade dos Anjos.
Um livro: Tarô Zen de Osho, Feliz ano velho (nostálgico), Anjos e Demônios, A magia do caminho real, Quando Nietzche chorou, Xogum, O alquimista, Mais pesado que o céu
Um lugar: Vale do Capão e Cidade do México
Um dia: Há uns 4 anos atrás quando passei no vestibular da UFBA (não conclui o curso, mas foi emocionante e deu pra tirar uma ondinha)
Um sonho: Ser mãe, um carro, uma casa confortável, um amor e um final feliz. (Quem diria!)
Um medo: não ser mãe, nem ter um carro, nem uma casa confortável, nem um amor, nem um final feliz
Uma meta: Ser uma excelente profissional
Um vício: Desisti dele
Uma cor: Violeta
Um número: 9
Um cheiro: Amadeirado
Um gosto: Pudim
Um tesão: olhar
Um prato: Carne do sol com pirão de aipim
Uma necessidade: Conhecimento
Um defeito: Orgulho
Uma virtude: Lealdade
Uma curiosidade: De onde viemos e para onde vamos?
Uma parte do seu corpo: Meus olhos, minhas costas e cintura
Uma parte do corpo do outro: entre a virilha e o umbigo (não sei o nome, se é que tem)
Um conceito: Viva e deixe viver
Uma mulher: minha professora de Psicologia da comunicação, Ana Amélia
Um homem: Brad Pitt (às vezes eu sou brega)
Uma saudade: De coisas que não vivi… Uma “nostalgia” que insiste em mim e nem sei de onde vem. (plágio de Isa)
Um tempo: infância
Amo: Comer, Sexo, Dormir, Criatividade, Música, Cachoeira, Cinema, Dinheiro, Amanhecer, Ficar descalça
Odeio: Desconfiança, Incompreensão, Falsidade, Ônibus, Pobreza, Qualquer tipo de dependência, Esperar, Sapato
Um orgulho: Eu
Uma frase: “Se você não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil a procura em outro lugar”.
Uma palavra: Prazer
Uma loucura: Algumas certezas que tenho de vidas passadas.
Uma boa idéia: passar um mês no Capão
8 comments Maio 15, 2009
O salto

O novo muitas vezes é interpretado como o caos ou a desordem de um ritmo, fazendo com que a maioria das pessoas procure uma segurança. Os aventureiros, aqueles que proporcionam o salto no escuro, são vistos como crianças se divertindo com o novo brinquedo. Eles são considerados, então, como aqueles que brincam com a vida, irresponsáveis. Pois os sérios esquecem que a vida não é governado pelo tempo cronometrado por um relógio. A vida é regulada pela espontaneidade da sua própria existência. Por isso para os aventureiros não é preciso uma data especial, como o ano novo ou o aniversário, para se permitir a transitoriedade da vida. Quando as peças se completam é sinal de que é hora de partir para o novo: o desconhecido. Então, neste momento é preciso entender que a sensação de desamparo é um apego a tudo que foi construído ao redor. Os pontos finais em situações, relações, ambientes e hábitos que já não satisfazem mais é necessário mas não garantem clareza sobre o futuro.
O salto no escuro é fundamental. E quem ousa nesta atitude percebe que a vida é baseada na vulnerabilidade e não na estabilidade.
No ato do vôo,
Quando o vento traz novas possibilidades,
Quando trocamos a força pelo impulso,
Quando a altura dos nossos próprios sonhos causa medo
Quando não vemos no que dará o próximo caminho
E é necessário se desfazer das nossas armaduras para um alcance suave,
Estamos todos nus.
4 comments Maio 11, 2009
O outro

E lembrando de uma conversa (ou discurssão) sobre “o outro” – Pois é, ultimamente estou me sentindo como quem sai da Febem e tem que assistir palestras de reintegração social – percebo que essa conversa de amar ao próximo se resume basicamente em: aceite quem tem o mesmo perfil social, psicológico, financeiro, etc e o resto que se liche. Porque lembro que tem um muro sendo construido no Rio de Janeiro para evitar a expansão das favelas (o que se resume em separar ricos dos pobres) e penso e afirmo e me convenço que só aceitamos/cuidamos/ouvimos/amamos/compreendemos aqueles que são próximos do que somos e o outro (aqueles que têm gostos diferentes, que pensam diferente, que têm a cor, religião, condição finaceira opostas às nossas) que se vire. Ou nem tanto, às vezes só é necessário que não se vá com a cara mesmo e a compaixão vai para o beleleu.
Tudo é diferenciado e parcial. Por exemplo, hoje fui a duas agências do mesmo Banco. Primeiro fui na agência da Sete Portas e não consegui resolver meu problema porque a fila estava muito grande. Me desloquei para a agência da Graça e, embora Salvador esteja dissolvendo com a chuva, o ar-condicionado comia no centro mas não me causou grandes transtornos porque só passei 10 minutos no local e logo estava a caminhar pela rua bem arborizada da Vitória.
Contudo, essa parcialidade transita no microcosmo e evidencio que em um grupo (a turma da sua faculdade, por exemplo) as maiorias sempre vão pensar nelas mesmas e a minoria vão pensar no bem daquele grupo. Para que diabos a minoria tem a igualidade como característica? A minoria deveria pensar nela mesma para se igualar a maioria e depois pensar no grupo, não!?
PS: O texto acaba aqui porque meu tempo de acesso numa modesta lanhouse terminou.
a continuar.
5 comments Maio 6, 2009

